A Idade Moderna e o Absolutismo Monárquico
Do ponto de vista político, a passagem da Idade Média para a Moderna foi marcada justamente pelo fortalecimento do poder dos Reis. Ao contrário do que ocorrera durante a Idade Média em que os nobres detinham o poder político, por terem seus próprios exércitos, fazerem suas próprias leis, determinarem os impostos, cunharem suas moedas, escolherem seus sistemas de pesos e medidas, na transição do período medieval para o moderno, a tendência foi que tais atribuições e poderes se concentrassem nas mãos do Rei.
O próprio desenvolvimento das atividades mercantis, a necessidade da uniformização de moedas, sistemas de pesos e medidas, leis e mesmo de segurança conduziu à aproximação dos interesses da burguesia e do Rei. Quando se colocou a necessidade de desenvolver as navegações, aí então verificou-se a impossibilidade de realizá-las sem um poder político centralizado.
De modos que se pode claramente distinguir um choque entre os interesses da burguesia e dos nobres, e a impossibilidade de qualquer dos dois sair vitorioso. Eis que desse equilíbrio instável de forças emergirá o poder do Rei.
Os burgueses lhe dão apoio para que possa constituir um exército com o qual derrote a nobreza. O Rei, por sua vez, deve derrotar a nobreza, mas não eliminá-la. Se o fizesse não seria mais necessário para a burguesia, sendo assim, não teria poder.
De modo geral todos os países da Europa Ocidental, que terão um papel de destaque na Idade Moderna, passaram por alguma variante desse processo. Os casos da França e da Inglaterra se destacam.
A Guerra dos 100 Anos (1337-1453) jogou um papel fundamental na consolidação das Monarquias Nacionais de ambos países, passo essencial para que mais tarde se atingisse o Absolutismo Monárquico, grau mais elevado daquele modelo político.
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