sábado, 11 de junho de 2011

Renascimento


Foi um período de mudanças culturais que aconteceram entre o século XIII e o século XVII. Foi o primeiro movimento cultural motivado pela burguesia e teve seu início na Europa, na região de Florença, na Itália e, posteriormente, passou por Alemanha, Inglaterra e Países Baixos. É também chamado de Maneirismo, que seria o renascimento em todos os países, fora a Itália. Apesar de ter grande importância nas áreas de música, literatura e no campo das artes em geral, o período estava ligado a outras áreas como a expansão marítima ou o absolutismo político e a reforma religiosa.



    O Renascimento foi o movimento que sucedeu o que costuma se chamar de “idade das trevas”. Esse era o período da Idade Média e que, por dominância da igreja, várias áreas científicas foram proibidas de serem pesquisadas. Passada essa época, o Renascimento se propôs a ser um movimento, na teoria, laico (sem ligação com uma entidade religiosa exclusivamente), mas na prática acabou sendo mais influenciada pela igreja católica do que qualquer outra. 
    Sua essência era o humanismo (dar mais importância à figura humana que a qualquer outra) além de outros valores tipicamente burgueses, como o:otimismo, individualismo, hedonismo, antropocentrismo e racionalismo. Era racional e prezava a lógica e a valorização dos clássicos. Resgatou vários princípios clássicos como características da arte grega.
    Especialmente na Itália, berço da Renascimento, houve uma movimento de pessoas que se propunha patrocinar artistas, pesquisadores iam em busca de autopromoção e também em busca de uma boa resposta cultural e financeira.
    Ao longo do movimento cultural, distinguiram-se três fases: o Trecento (XIV), o Quatrocento (XV) e o Cinquecento (XVI).  
    O Trecento, é uma fase que se considera uma “preparação” para o Renascimento e é, quase que totalmente, um movimento italiano. Houve um destaque nas artes plásticas pelo surgimento de Giotto, pintor que marcou por retratar as pinturas com uma clara linha de importância entre os personagens (sempre mostrava Cristo maior que os outros personagens no quadro, anjos maiores que humanos e assim por diante) e também por mostrar os personagens bíblicos com traços humanos, aproximando os “celestes” dos fieis.
    Houve um crescimento da ideia de que o mundo deveria ser apreciado pelos seus habitantes, que a salvação viria também por boas obras. Começou-se a buscar explicações científicas para fenômenos naturais. Na economia, os comércios estavam cada vez mais com aspectos capitalistas  cada vez mais a tradição costumava ser deixada de lado, em busca de mais riquezas, o que se pode chamar de materialismo. Nas letras, se destacaram Petrarca e Giovanni Boccaccio.
    O Quatrocento foi o ápice do Renascimento. Grandes obras de arte foram feitas nesse período, como “Nascimento de Vênus” e “A expulsão de Adão e Eva do paraíso” e a mais famosa  ' “Gioconda” ou Monalisa. Artistas como Masaccio,  Sandro Bottecelli e Leonardo da Vinci, apesar deste último vivenciar a transição do Quatrocnto para o Cinquenceto, tiveram grande destaque no periodo. Bottecelli conseguiu leveza e religião, da igreja tradicional e também a pagã, juntas nos 
mesmos trabalhos de forma inovadora. Leonardo da Vinci teve grandes avanços em todas as áreas em que pesquisava. Pintou “Monalisa” fez protótipos de vários equipamentos atuais, como o submarino além de ser grande pesquisador do corpo humano, estudando e fazendo anotações de diversos mecanismos humanos, até aquela época, desconhecidos.



   Nessa fase do Renascimento houve grande interesse pelas obras gregas clássicas. Autores como Aristóteles, Euclides, Platão  e Ptolomeu eram amplamente buscados. Nascia a imprensa com a  prensa de Gutenberg, barateando a distribuição em larga escala de obras escritas. A cidade de Florença se configurava como polo industrial da época.

    A fase de transição do Quatrocento para o Cinquecento foi chamada de “Alta Renascença”. Foi um período importante por compreender eventos de importância mundial como a descoberta da América, a vinda da imprensa através da prensa de Gutenberg e a chegada a reforma religiosa. Na parte da arte, a Alta Renascença foi marcada pelas obras de Da Vinci e a noção de igualdade de importância entre artesões e cientistas. Outros nomes de destaque foram Michelangelo ( como na escultura David) e Rafael ( como em seu quadro Madonna).
    Já no período seguinte, o Cinquecento, houve o surgimento de uma obra que seria apreciada ate os nossos dias: “O Príncipe” de Nicolau Maquiavel. A obra, que tinha ideias absolutistas e defendia um estado sem intervenção da igreja, lançou a famosa frase: "os fins justificam os meios” (referência ao fato de que é lícito fazer coisas, relativamente, condenáveis se a intenção é boa). Nas artes, o nome de destaque foi Rafael Sanzio.  Apesar de ter morrido com apenas 37 anos o artista teve grandes trabalhos (como o retrato dos Papas Júlio II e Leão X) que o fizeram ter prestígio na comunidade artística da época. Outros destaques foram Rafael (vários trabalhos com tema de Madonnas) e Michelangelo que teve o trabalho de afresco na Capela Sistina.



    Nessa época, Roma tomou o lugar de Florença e se tornou o polo industrial, econômico e artístico. No entanto, em 1527, houve o saque de Roma e o início da atuação dos protestantes contra o papa, em toda a Itália. A decadência do Renascimento italiano se deu por diversos fatores e uma delas foi que a descoberta da América fez com que grande parte do mercado econômico voltasse suas atenções para lá, tirando grande quantidade de riquezas do velho continente. Além do mais, o movimento da contrarreforma teve grande força na Europa e se contrapunha aos preceitos renascentistas.

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